Intimidade com Deus

Por Wilson Emerick

A vida corrida e agitada é capaz de comprometer os nossos relacionamentos mais profundos, principalmente com Deus. E numa época automatizada e instantânea, não são poucos os que criam um deus pronto socorro para atender somente aos seus interesses particulares. E o pior, constroem a sua imagem e semelhança um deus descartável de uso imediato e passageiro.

Outros imaginam deus como um ser distante e indiferente, desinteressado de nossa realidade e por demais afastado de nossos ambientes, como se ele houvesse dado corda no mundo e agora assiste de longe o “circo pegar fogo”. O nosso relacionamento com Deus não pode ser superficial, ocasional ou profissional. A nossa comunicação com o Senhor é uma via de mão dupla, onde transitamos com total liberdade e afinidade, desenvolvendo um gostoso e sincero diálogo. Pela oração, falamos com Deus; pela sua Palavra, Ele fala conosco. E isto não pode ser feito de qualquer maneira, pois envolve comunhão íntima, profunda, carinhosa, bastante familiar, de Pai para filho e vice-versa.

O relacionamento íntimo com Deus caracteriza-se por uma amizade fraterna e bastante próxima, como Moisés, o homem que lidou com Deus “face a face”. Conversavam como amigos; e todo o Israel se admirava e adorava (Ex 33.10,11; Dt 34.10-12). Aos discípulos mais íntimos Jesus diz: “já não vos chamo servos e sim amigos” (Jo 15.15).

Vale a pena investir em um relacionamento mais próximo com o Senhor, aprofundando as nossas experiências, crescendo em comunhão, buscando maturidade espiritual. Neste aspecto, a leitura e o estudo das Escrituras, a prática da oração, a obediência às ordens do Senhor, a comunhão fraterna dos irmãos, a celebração da ceia do Senhor etc., são indispensáveis. “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (Is 64.4; I Co 2.9).

Deus é misterioso sim! Ele elabora e executa planos que vezes sem conta não compreendemos. Aliás, os seus caminhos e os seus pensamentos são mais elevados do que os nossos, felizmente! (Is 55.8, 9). E, como ensina o apóstolo, ainda vemos com precariedade como num espelho embaçado (I Co 13. 12), mas um dia veremos face a face e conheceremos como só Ele nos conhece.

Na verdade, a intimidade do Senhor não acontece da noite para o dia, como algo mágico ou automático. Intimidade exige entrega, convivência, dedicação; demanda tempo, contato, investimento. E o melhor é saber que Deus quer nos tratar de forma íntima e aconchegante. A intimidade do Senhor está disponível a todos, mas, não é para qualquer um. Mas, para os que se dispõem a pagar o alto preço da comunhão íntima e sincera. Enfim, “a intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (Sl 25.14).

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