MACEIÓ – O CARIBE BRASILEIRO É AQUI

agosto 12, 2010

Por Tatiana Vasques

Ao falar de Maceió, quem não conhece a capital alagoana, geralmente faz referência ao nosso ex-presidente que sofreu o impeachment. Infelizmente, esse é o lado ruim de Maceió, porém essa coluna não vai falar sobre isso. O objetivo aqui é mostrar que o caribe brasileiro, com águas em tons de verdes, ora azuis, pode ser encontrado aqui.

Maceió tem uma orla urbana encantadora. As praias de Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca e Sete Coqueiros são uma mais bonita do que a outra. A minha preferida é Ponta Verde. Delas saem os passeios de jangadas e é também nelas que se concentram as barracas de praia e alguns dos agitos do final de semana.


Distanciando um pouquinho da orla principal, chega-se a uma das praias mais famosas de Maceió – a Praia do Francês, quase sempre parte do city tour oferecido pelas operadoras. Ela é uma praia que fica lotada aos sábados e domingos porque é o principal destino dos locais. Confesso que ela não é minha preferida e não curti muito porque a visitei em um domingo de muito sol e por isso, ela estava LOTADA. Por outro lado, para quem quer paquerar, eis o lugar.

Porém, os lugares que mais gostei foram a Praia do Gunga e as Piscinas Naturais de Maragogi. A Praia do Gunga já esteve listada entre as 10 mais bonitas do Brasil. Cercada por muitos coqueiros – aliás isso é o que não falta em Maceió – ela é banhada de um lado por um rio e de outro pelo oceano. Grande e limpa, ela é particular e só se entra com licença (as agências de turismo possuem) ou pagando. Um pecado um paraíso como esse pertencer a uma só pessoa.

Já as Piscinas Naturais de Maragogi – elas são menores do que as de Porto de Galinhasmas encantam. Da praia, que já é linda, limpa e tranquila – pega-se um catamarã que segue mar adentro. Bem longe da beira da praia, você desembarca e nada entre peixes de diferentes tamanhos. Corais também podem ser vistos a olho nu. Um espetáculo da natureza. E para completar, há ainda as Dunas de Marapé, um complexo formado por praias, dunas, muitos coqueiros e manguezais.


A vida noturna não é muito agitada, embora existam as casas de forró e os restaurantes. Muitos possuem o serviço de leva e traz, ou seja, você liga para o local e eles mandam um carro com motorista te pegar no hotel. Depois marcam o horário da entrega. Sem cobrar nada!

O resto da cidade é marcado por uma população pobre e carente. Quando fui era época de eleição e foi fácil ver atos de políticos comprando o voto em troca de um prato de comida ou de um passeio diferente. Isso é o lado triste, mas é melhor deixar para lá e curtir o que Maceió tem de melhor. Ai, agora me deu uma vontade de estar lá……..

Até a próxima!


Mi Buenos Aires querida!!

agosto 5, 2010

Por Tatiana Vasques

Oi, gente!

Com o fim da Copa, me sinto mais à vontade para falar de Buenos Aires, na Argentina. Assim ninguém dirá que estou defendendo os hermanos. (rs)

Da mesma forma que disse de Salvador em coluna anterior, também sou suspeita para falar de Buenos Aires. Eu passei apenas 4 dias na capital portenha, mas já foi o suficiente para me apaixonar. A capital é limpa, o povo educado e sem qualquer preconceito em relação a nós, brasileiros, afinal, somos os principais turistas do país.

Mas o que Buenos Aires têm de melhor?

Como eu disse, fiquei pouco tempo e por essa razão, fiz o que todo turista deve fazer: visitei os principais pontos da cidade:

1º) Avenida 9 de Julio: uma das mais largas do mundo, com 140 metros. Recebeu este nome para homenagear a data da Independência Argentina (9 de julho de 1816). Nela estão alguns pontos turísticos importantes como o Obelisco e o belíssimo Teatro Colón.


2º) Calle Florida: uma rua simples, cheia de lojas, um pouco melhor que a nossa “Rua: 25 de março” e que conta com dançarinos se apresentando em troca de pesos argentinos.

3º) Cemitério da Recoleta: ok, vocês podem dizer: visitar um cemitério? Mas não é um qualquer. É onde Evita Perón está enterrada. Ela, que era atriz, se tornou a primeira-dama argentina ao se casar com o general Juan Domingo Perón. Com seu carisma, ela conquistou para o peronismo o apoio da população pobre e até hoje é lembrada como uma grande defensora da Argentina. Além disso, é um cemitério também com obras arquitetônicas belíssimas. Paralelamente, no bairro da Recoleta estão o Museu Nacional de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, a Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, a Basílica Nossa Senhora de Pilar, entre outras atrações.

4º) Cafés com alfajores Havana ou medialunas (croissants): aqui você se sente um verdadeiro nativo. Basta entrar, tomar um café e ler por quanto tempo desejar que ninguém irá incomodá-lo ou fazer cara feia porque não está consumindo e tem que desocupar o local.


5º) Tango: ir para Buenos Aires e não assistir a um show de tango é como ir ao Rio de Janeiro e não visitar o Cristo Redentor. Os argentinos bailam e vivem o tango como ninguém. É um espetáculo encantador até para quem não conhece nada sobre essa sedutora dança. Os shows apresentados são incríveis e quase sempre acompanhados de um bom jantar.


6º) Comida e Bebida: as parrillas (ou churrascos), os chorizos e o vinho são específicos da Argentina. A carne é tenra e os vinhos, geralmente da região de Mendoza, são deliciosos. Tem que experimentar. Ah, e não são caros, especialmente se comprados em mercados.

7º) Casa Rosada e Plaza de Mayo: é aqui que está instalada a presidência da república. É nessa praça também que houve o panelaço de alguns anos atrás e, principalmente, o local onde mães se reuniram contra o presidente em um dia de maio, lutando pela libertação de seus filhos. Desde a década de 70, as Mães da Praça de Maio se reúnem com fotos de seus filhos desaparecidos pelos militares durante a ditadura argentina. Neste quarteirão ainda é possível visitar a Catedral Metropolitana e o Banco de laNación Argentina.

8º) San Telmo: um bairro acolhedor, meio hippie-chique, onde todos os domingos acontece uma feirinha de antiguidades. Neste dia, os inúmeros antiquários também abrem para compras ou apenas visitação. É interessante conhecer.

9º) Caminito: é uma rua, que fica no bairro de La Boca, perto do porto. Esse é um bairro bem pobre, que resolveu mudar um pouco sua história ao pintar suas casas com cores diferenciadas e vribantes, chamando a atenção dos navios que ali atracavam. Hoje essa rua é um clássico com diferentes lojinhas de souvenirs, dançarinos de tango, turistas por todo o lado. E as casas, estas são subsidiadas pelo Estado devido a seu valor cultural.


10º) Estádio do Boca Juniors: os amantes do futebol NÃO podem deixar de visitar o La Bombonera. Estar ao redor do estádio já é vibrante: tudo é cor azul e amarelo e falar no nome do rival (o River Plate) nem pensar. Eles não dizem o nome. Os boquenses se referem ao River como o “adversário”, o “rival” etc. Eu não consegui ver um jogo, mas fiz a visita guiada que é espetacular. Você sente a emoção da torcida, conhece vestiários, entra no campo, vê a sala de troféus, tudo muito bem estruturado. O Corinthians fez algo semelhante aqui no seu museu, mas o do Boca ainda é melhor (e olha que sou corintiana -rs). Não deixem de visitar.

Eu poderia continuar aqui falando de muitos outros pontos de Buenos Aires como Puerto Madero. Poderia ainda dizer que Maradona é o deus local ou ainda dizer que os paseadores de perro (cachorros) encantam, mas só posso dizer que melhor do que falar, é estar lá. Portanto, façam as malas e visitem nuestros vecinos. Buen viaje!!

Agradecimento: Aninha, querida, obrigada pelas fotos! Beijos, Tatib.

Buen viaje!!

Romantismo no ar!

julho 8, 2010

Por Tatiana Vasques

Olá, gente!

Estava lendo o site da Revista Viagem e Turismo e achei interessante umas dicas sobre lugares românticos para ir bem acompanhado (a) nas férias de julho. Fiz um resumo e listo abaixo os 5 melhores na minha opinião:

– Bistrô Isadora Duncan, Florianópolis, SC

Um dos mais charmosos restaurantes de Floripa guarda um segredinho: é, também, um hotel de um quarto só. Ou, melhor dizendo, uma guest house. O bistrô tem, na cobertura, uma suíte com cama king-size, TV tela plana de 29 polegadas e closet. Mas o grande lance é mesmo a deliciosa varanda privativa, dotada de espreguiçadeiras e uma enorme banheira de hidromassagem, de onde se tem uma vista espetacular da Lagoa da Conceição. Como existe apenas um quarto, todas as atenções são voltadas para quem estiver lá – e, claro, não existe o mínimo risco de cruzar com outros hóspedes. O serviço é pra lá de discreto: o café da manhã pode ser deixado prontinho na ante-sala da suíte, no horário combinado.

– From the Galley, São Paulo, SP

No ambiente principal do restaurante, uma mesa coletiva, são atendidas no máximo 20 pessoas por noite. O clima é de jantar entre amigos e a clientela é recebida com uma taça de prosecco. Em cozinha aberta, o chef Neriton Vasconcelos prepara o menu degustação em duas versões (cinco e oito etapas), enquanto conversa e explica os pratos aos convivas. Quem não estiver muito a fim de fazer novas amizades pode optar pelo trunfo na manga do From the Galley: a Sala Privé, no primeiro andar do restaurante. Com TV de plasma de 49 polegadas, o cômodo tem sofá de três lugares, mesa de jantar, jardim de inverno com um pequeno deck de madeira e um banheiro privativo. No quarto, o serviço pode ser realizado de acordo com o cliente – o menu degustação de oito pratos pode ter grandes intervalos, por exemplo. A sequência de pratos acontece somente quando o cliente toca um sino eletrônico, solicitando o serviço.


– Tauana, Ponta do Corumbau, BA

No idioma pataxó, Corumbau quer dizer “longe de tudo”. Não é à toa: o acesso até a península é difícil, por uma estrada de terra precária. É por causa disso que, apesar de ficar na região de Porto Seguro, a Pousada Tauana está completamente protegida do agito. Ela tem nove cabanas gigantes com paredes no estilo pau-a-pique, ventilação natural, camas king-size, lençóis de algodão egípcio, duchas potentes e atendimento mais que exclusivo. É possível chegar de helicóptero, saindo de Porto Seguro (o serviço custa R$ 1200). São 25 minutos de puro deslumbre sobrevoando mar azul, falésias e riozinhos. Já imaginou?


– Quinta, Rio de Janeiro, RJ

Distante do centro do Rio, no bairro de Margem Grande, o restaurante tem de tudo para você esquecer que está em uma cidade grande. No meio de uma aérea arborizada, o Quinta fica escondido pela vegetação. As refeições são feitas em uma varanda cercada de árvores, diante de um tanque de peixes – a única coisa que pode quebrar a sensação de privacidade são os micos e saguis que vivem no lugar.


– Kilombo Villas & Spa, Praia da Pipa, RN

Uma hospedagem feita sob medida para agradar quem busca sossego e privacidade. Tanto é que fica distante da vila de Pipa, protegida por muros e portões altos. Tem uma praia praticamente exclusiva, mas de acesso complicado: é preciso subir as falésias. O esforço é altamente recompensado – com sorte, é possível assistir à desova de tartarugas marinhas. As casas são chamadas de “vila”, cada uma com um tipo de decoração. Todas têm três pisos, hidromassagem e equipamentos modernos. Luxo dos luxos: uma equipe de mordomos fica sempre à disposição de cada unidade.

Espero que aproveitem a partir de amanhã, que é feriado em SP.

Um abraço!


Santa Isabel: Paraíso Verde

junho 10, 2010

Por Tatiana Vasques

Aqui estou eu após o feriado de Corpus Christi e aqueles que pensaram que eu usei o feriado para embarcar em mais uma dessas viagens que todos gostariam de fazer, está enganado. Na realidade, eu usei o feriado para me refugiar em minha chácara em Santa Isabel, no interior de São Paulo. E sei que se vocês, leitores, conhecessem esse lugar, certamente ele entraria na lista de lugares a visitar sempre. Em Santa Isabel, é possível acordar, literalmente, com o canto dos pássaros, respirar o ar puro das matas e curtir a vida interiorana com o que ela tem de melhor: amigos, boa comida e muita prosa.

Confesso que minha paixão por Santa Isabel começou devagar. Meu pai sempre foi um apaixonado pela cidade e a conheceu há mais de 25 anos. Quando finalmente conseguiu comprar uma chácara no local, aproveitou demais. Todas as quintas-feiras largava o trabalho e se mandava para lá, regressando apenas no domingo. Eu ia para lá de vez em quando, mas por vezes, reclamava do silêncio e da pouca agitação. Após sua morte, eu fui obrigada a freqüentar a cidade e aí me apaixonei.

Santa Isabel é uma cidade pequena, bem pertinho de São Paulo, que tem uma peculiaridade: ela é repleta de idosos (até aí sem novidades), mas também tem muita gente jovem. Os adolescentes estão por todos os lados. E olha que não há grandes bares, pizzarias, danceterias etc para eles freqüentarem. Isso até existe, mas são poucos os que são bons. Os jovens se encontram mesmo na rua principal, próxima a uma praça que fica cheia de barraquinhas vendendo comida e artesanato. Essa praça é conhecida como a “praça do pau duro”. Já os mais velhos se concentram em outra praça, a do “pau mole”. Acho que nem preciso explicar o porquê dos apelidos dessas praças, né? (risos). As festas, como o carnaval, acontecem por elas.


É claro que a praça principal (do “pau duro”) fica em frente a uma igreja, assim como acontece na maioria das cidades do interior. Aliás, em Santa Isabel, há inúmeras igrejas bonitas. Tem até uma réplica da Igreja de Nossa Senhora Aparecida. De qualquer forma, o centro, como um todo, é simples. A Prefeitura local até tentou tornar a cidade um centro comercial de bolsas e roupas de couro, mas isso não deu certo. Em Santa Isabel, não há shoppings e nem cinema, mas um grande e bem estruturado Colégio Objetivo e, ao seu redor, há várias e bonitas cachoeiras e represas. Há ainda um orquidário e uma área para eventos, onde acontecem os rodeios. A cidade é limitada por dois portais. Eles foram construídos recentemente pela administração atual e embelezam a cidade, embora existam aqueles que acham esses portais uma bobagem e uma forma da Prefeitura ganhar dinheiro. Os casos de violência são pouquíssimos.


Por fim, a cidade reúne inúmeros condomínios e alguns têm casas exuberantes. Falando disso, eu não poderia deixar de citar o condomínio “Chácaras Aquarius” onde eu tenho minha chácara. Acho que esse local e as pessoas que o freqüentam me ajudaram a despertar a paixão pela cidade. Lá quase todos os finais de semana, há uma festa. E se não há um motivo para ser comemorado, logo um é inventado. Tudo é motivo de alegria. A turma é tão animada que até um site foi criado para registrar os bons momentos (www.aquinaotemtrouxanao.com.br). Já teve festa de 15 anos, casamento, baile do Havaí, de carnaval, dos anos 70 e muito mais. E todos os anos, tem a tradicional Festa Julina. É diversão garantida.


Neste paraíso verde, a paz é facilmente encontrada. Em Santa Isabel, recarrego as energias para aguentar o stress e o corre-corre de São Paulo. Gostaria que todos vocês, leitores, pudessem ter um lugar assim para se restabelecer. Para aqueles que não possuem, convido a conhecer essa simples cidade que vai encantando, encantando……….

Até a próxima!



Paraíba: um Estado a ser desvendado

maio 27, 2010

Por Tatiana Vasques

Antes de começar essa coluna, preciso primeiro agradecer pelo retorno que venho recebendo. Os comentários são um estímulo para mim. Muito obrigada.

Já sobre o destino da vez, hoje vou falar sobre a Paraíba. Sei que pode parecer estranho, afinal, esse Estado ainda não tem grande apelo turístico e eu digo: por isso mesmo, ele é tão encantador e merece ser visitado.

Da mesma forma que o leitor, eu também nunca tinha pensado em ir para lá, porém duas coisas me estimularam: um casal de amigos conheceu o local e fez muitos elogios e, em segundo lugar, o preço é atrativo, pois como não há demanda, o valor é acessível. E, diante desses fatores e do fato de que, para mim, qualquer viagem vale a pena, basta saber aproveitá-la, eu e meu marido fizemos as malas e fomos para lá.


Ah, quantas surpresas! O Estado da Paraíba não tem muitas praias exuberantes, isso é verdade, mas por outro lado, tem um povo extremamente educado, limpo e acolhedor. Um exemplo: o hotel em que fiquei hospedada, o Tropical Tambau é o melhor de João Pessoa, fica na rua principal e, literalmente, é pé na areia. Assim, todas as noites, ficava fácil dar uma volta no calçadão da praia e aí foi meu encanto: o calçadão é MUITO limpo. Não vi nada igual em outras cidades praianas em que já estive presente.



Paralelo a tudo isso, o Estado é barato. Um rodízio bem caprichado de pratos de camarão custava em torno de R$ 20,00 quando eu fui no ano passado. E dava para comer até enjoar. Os barzinhos também tinham preços bons e as barracas na praia de dia e de noite não eram caras.

Falando em praias, como eu disse, João Pessoa mesmo não tem muitas para ficarem gravadas na memória, porém nas redondezas há duas que merecem destaque: a Praia Bela e Tambaba. Na realidade, a Praia Bela é uma mistura de lagoa de água doce com a água salgada do mar. Para chegar até ela, passamos por uma barraca rústica e uma ponte. A barraca coloca mesas e cadeiras dentro da água e é lá que você é servido. Pura mordomia!



Já a Praia de Tambaba é a primeira e a mais conhecida praia de naturismo do Brasil. De um lado, ela é repleta de rochas e você pode ficar vestido. Para conhecer o outro lado, é preciso subir uma escada e deixar as roupas em uma espécie de guarda-volumes com segurança e entrar. Algumas regras devem ser seguida: ninguém entra na praia de roupa e homem não pode entrar desacompanhado. Confesso que morri de vontade de sentir essa sensação de liberdade, mas meu marido não teve coragem, mesmo sabendo, na ocasião, que existiam apenas 5 casais na praia. Eu insisti muito e ele até disse para eu ir sozinha, mas aí não teria graça. Com quem eu ia comentar o que estava sentindo em estar em contato com a natureza do jeito que vim ao mundo? Resultado: não conheci a praia como um todo. Uma pena! Quem sabe um dia!?


O centro histórico também tem muita coisa a contar e é bem conservado. Há ainda um mercado de artesanato local com lojas variadas, baseadas principalmente em malhas com algodão colorido orgânico. Elas são lindas.

Porém, uma das coisas mais bonitas e emocionantes que vivi na Paraíba foi ver o por do sol na Praia do Jacaré. Na realidade, não é uma praia. É uma lagoa e todos se reúnem por volta das 17h para ver o sol se por. Quando isso começa a acontecer, um saxofonista de branco navega pela lagoa tocando o bolero de Ravel. É lindo demais e o bolero só termina quando o sol se põe. É muito emocionante. Diversas pessoas choram. Isso geralmente acontece às 18h e aí começa a tocar a Ave Maria. O original saxofonista é o Jurandyr do Sax, mas no dia que fui, era um outro. Ao todo são três que se revezam. Esse espetáculo é indescritível. É passeio obrigatório.



Mesmo com tudo isso, eu ainda acho que o Estado da Paraíba só não é mais visitado porque falta propaganda e porque as pessoas são preconceituosas, afinal Paraíba é o lugar de “mulher macho, sim senhor”, e ser “paraibano” parece ser algo pejorativo. Falo isso porque pude perceber que quando eu dizia para as pessoas que eu fui passar férias na Paraíba, a pergunta era: “você tem parentes por lá?”, como se o simples fato de querer desvendar esse Estado fosse algo incompreensível. Por isso, fica a dica: não escutem o que dizem por aí. O legal é descobrir sua própria viagem e curtir cada momento, independente do que dizem as convenções. E vambora viajar.


Falando em viagem, na semana que vem, é feriado na quinta-feira e por essa razão, essa coluna não será publicada, afinal, a colunista que vos fala precisa viajar mais. Kkkkkk

Um abraço e bom feriado!


Paris: a cidade dos casais apaixonados

maio 20, 2010

Por Tatiana Vasques

Quem assistiu a novela “Viver a Vida” deve ter ficado com vontade de conhecer Paris, especialmente na lua-de-mel, afinal Marcos e Helena, Luciana e Miguel e quase Tereza e Jean tiveram este como o destino desse momento tão especial. Mas eu preciso dizer que eles não foram únicos: a colunista que vos fala também teve sua lua-de-mel na capital francesa. Ulalá! (rs).

Modéstia à parte, vou contar como tudo aconteceu. Eu não pensava em passar a lua-de- mel em Paris, porém eu e meu marido (na época, ainda noivo) combinamos o seguinte: eu decidiria todos os detalhes da cerimônia e festa e ele se encarregaria da lua-de-mel.

Acordado isso: ele se decidiu por Paris e um tour pela Itália. Convenhamos que a escolha foi muito boa (apesar de eu preferir ir para um resort na Bahia. Calma, eu explico: a organização me deixou exausta e tudo o que eu queria era sol, sombra e caipiroska fresca – kkkkk).

Por outro lado, dizer que você vai passar a lua-de-mel em Paris é chique e, sobretudo, inspirador e assim, lá fomos nós. Nossa meta era aproveitar ao máximo, mas economizar, afinal, tínhamos 15 dias pela Europa e gastos já obtidos com a reforma do apartamento e o casamento.

Pensando assim, dispensamos o táxi do aeroporto, pegamos um ônibus e atravessamos a Champs-Élysées empurrando nossas malas. Ai, que luxo!! (kkkk) Ao chegar no hotel 3 estrelas que tínhamos escolhido pela internet, quanta decepção. Para começar, os atendentes não falavam nada em português, inglês ou espanhol (as línguas que eu sei), o elevador era 1m x 1m e só cabia uma mala e uma pessoa. Que medo! O hotel era todo com carpete vermelho, cheirando a mofo e o quarto era péssimo. A pia do banheiro ficava no quarto e cortina do box era de plástico. Apenas duas coisas se salvavam: era grudado à famosa Champs-Élysées e das principais atrações de Paris e tinha janela anti-ruído.

Ao constatar que um hotel 3 estrelas em Paris é um 10ª estrela no Brasil, tive uma crise de stress e comecei a chorar, implorando por meu apartamento no Tucuruvi, Brasil. Mas meu marido, com a calma de um recém-casado, me fez entender que usaríamos o quarto bem pouquinho: apenas para dormir e outras coisinhas que casais em lua-de-mel fazem.

Entendido isso, fomos explorar a cidade e que bela ela é. Merece mesmo ser a mais visitada por turistas em todo o mundo. É mesmo uma cidade para casais apaixonados. A Torre Eiffel com seus três andares impressiona: de cima para baixo e de baixo para cima.

Estar de frente para aquele monumento é algo indescritível. À noite, ela fica iluminada e ainda mais bonita. Para os casais mais endinheirados, há ainda um jantar à luz de velas no restaurante da torre. Mas esse não era o meu caso. Me contentei ao vê-la de longe com suas luzes acesas.

A Catedral de Notre-Dame e o passeio pelo Rio Siena são mais algumas das atrações clássicas que merecem todos os adjetivos. É claro que eu não poderia deixar de falar do Museu do Louvre com sua pirâmide de vidro e a Monalisa, de Leonardo da Vinci. Ela é um quadro pequeno, aparentemente sem graça, mas ao nos depararmos com seu olhar magnético, você encontra a sua beleza. O único problema do Louvre é que ele é gigante e andar por metade dele custa algumas bolhas nos pés ou cansaço nas pernas.

Já o Arco do Triunfo (em português) é maravilhoso. Ele fica literalmente no meio da Champs-Élysées. Fico imaginando se eu fosse francesa e tivesse que ir trabalhar passando por ali. Todos os dias eu passaria naquela avenida e veria aquele monumento. Com certeza, isso daria uma aliviada no stress. Ele é lindo e é possível subi-lo (para isso são mais de 250 degraus), mas vale a pena. De cima, você tem uma linda visão da avenida, da Torre e até da Catedral de Sacré-Cour (que, infelizmente, eu não conheci).


E além de tudo isso, em Paris, ainda é possível visitar inúmeros palácios, museus e ver arte por todos os lados. Em cada praça, em cada rua, há uma escultura, um monumento ou uma ponte a serem admirados.



Já sobre os franceses, não os achei tão “metidos” como dizem, mas também não são super simpáticos. E a comida, assim como as roupas, os perfumes, as bolsas, os sapatos etc, é MUITO cara. Por isso, para economizar, me alimentei de McDonald’s e do prato preferido da maioria dos franceses com menor poder aquisitvo: BAGUETE!! E claro, para economizar ainda mais, eu a comia do lado de fora do restaurante. Comer dentro do local, é mais caro.


Apesar das economias, do quarto mais ou menos, PARIS ficou gravado para sempre nas minhas lembranças como uma cidade apaixonante e merece ser o principal destino para casais enamorados, estejam eles em lua-de-mel ou não. E mesmo quem não tem par, é bom ir para lá. Quem sabe o amor não fala francês?

Até a próxima!


Maravilha binacional: Cataratas do Iguaçu

maio 13, 2010

Por Tatiana Vasques

Hoje resolvi falar de um dos lugares mais bonitos que já visitei: as Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR). Lá é possível sentir a presença de Deus e a força e a beleza da Natureza. E eu descobri isso quase que por acaso.

Tudo começou assim: eu e meu marido tínhamos saído de férias, mas não tínhamos planejado nada porque estávamos sem dinheiro e sem pique (uma vez que meu pai estava doente e eu não queria ficar longe por muito tempo). Conversa vai, conversa vem e eu perguntei: por que não vamos para Foz do Iguaçu? Fazemos um passeio de 4 dias, é barato e deve ser lindo. Meu marido já tinha ido uma vez quando criança e aceitou a ideia. Ligamos para a agência de turismo e em menos de uma semana, lá estávamos nós neste lugar lindíssimo. Não deu tempo nem de pesquisar o clima, programação, passeios, nada. Fomos com a cara e a coragem, tanto que erramos na roupa que levamos. Pensamos que ia fazer frio e fez muito calor.

Em Foz fizemos várias coisas, mas hoje vou focar em apenas uma delas: o passeio às Cataratas do Iguaçu que por ser tão belo, fizemos três vezes, de três maneiras distintas: na primeira visitamos o lado brasileiro das Cataratas, depois fomos para o lado argentino (por isso, ela é binacional) e por fim, fomos por bote até bem perto delas. Uhu, que frio na barriga!

Do lado brasileiro, você tem uma visão panorâmica total. Dá para ver todas as quedas d’ água. Quando fomos, o total de água em queda não era o máximo já obtido, mas também não estava seco. Para mim, estava adequado porque nunca vi quedas tão bonitas.

Do lado argentino, vamos até um pedaço de trenzinho e depois caminhamos por uma passarela. Dá para se molhar bem neste trecho, mas é refrescante (quando está calor). É deste lado que está a impressionante queda da “Garganta do Diabo”. Realmente é assustador, tamanha a força da água. Por outro lado, é de uma beleza ímpar. E por isso, eu prefiro o lado argentino (os brasileiros que me desculpem). Além dessa queda, há outras também divinas do lado hermano.


Por fim, o passeio que leva até as quedas e que dá medo. Tem dos dois lados, mas eu fiz do lado do nosso Brasil. No dia que fiz, o tempo estava chuvoso até eu voltar para a terra, mas depois abriu um grande sol. Para chegar até a espécie de bote que nos leva às quedas, é preciso andar em um veículo tipo 4X4 por uma floresta (que também vale pelo passeio), deixar suas coisas num local parecido com um acampamento e se aventurar. É bom ir de trajes de banho por baixo ou levar uma muda de roupa para trocar na volta porque molha e MUITO. Lá os guias te dão saco plástico para embalar as câmeras, mas mesmo assim, elas molham e quase não dá tempo de tirar foto porque o bote acompanha a correnteza e ela é brava, não deixando o bote parar. No dia que eu fui, devido à chuva, a correnteza estava muito forte e lá na água, eu só pensava: “O que eu estou fazendo aqui? Que medo!”, porém quando você chega bem perto das quedas, essa sensação vai embora. Você se sente bem pequenino embaixo daquela atração natural. É como se você estivesse chegando perto de Deus sem poder tocá-lo. Vale muito a pena.

Recomendo a todos visitar o Complexo das Cataratas do Iguaçu. É, sem dúvida, um passeio para ficar na memória. Não tem como não se apaixonar.